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BEM
PARANÁ
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Política
CURITIBA, TERÇA-FEIRA, 26 DE MAIO DE 2015
MUNDO
Impasse
Iêmen
utoridades do
Iêmen adiaram indefinida-
mente a conferência de
paz negociada pela Orga-
nização das Nações Unidas
(ONU), que deveria acon-
tecer no final deste mês.
Segundo três políticos ie-
menitas, as reuniões que
aconteceriam em Genebra
foram adiadas depois que
aviões da coalizão militar
liderada pela Arábia Sau-
dita fizeram ataques na
capital e em outros locais
do país este fim de sema-
na. Os rebeldes do grupo
Houthis, que depuseram o
presidente no início do
ano, dizem estar dispostos
a participar das negocia-
ções. O presidente depos-
to, Abed Rabbo Mansour
Hadi, exigiu que os houthis
se retirassem.
Referendo
Reino Unido
O pri-
meiro-ministro do Reino
Unido, David Cameron,
anunciou ontem que os es-
trangeiros que vivem no
país e os britânicos que
moramno exterior há mais
de 15 anos não poderão
votar no referendo que vai
decidir a permanência do
país na União Europeia. O
conglomerado de pessoas
que poderão votar é seme-
lhante ao que já acontece
nas eleições gerais, ou seja,
cidadãos britânicos, irlan-
deses, cidadãos estrangei-
ros que vivem no exterior
há menos de 15 anos e ci-
dadãos da Commonweal-
th (organização intergover-
namental composta por 53
países membros e inde-
pendentes, sendo a maio-
ria antigas colônias.
Soldado mata sete
colegas na Tunísia
Tunísia
Um soldado da Tunísia atirou contra colegas do
exército em um quartel militar na capital, Túnis, ontem, ma-
tando sete pessoas, e, em seguida, ter se matado, disse o
porta-voz do Ministério da Defesa, Belhassen Oueslati. Ou-
eslati disse que 10 pessoas ficaram feridas no tiroteio, uma
delas em estado grave. Ele descreveu o incidente como um
“ato isolado, e não um ato terrorista” e disse que o motivo
que levou ao ato será investigado. Oueslati disse que a situ-
ação estava sob controle no meio da manhã. Reforços polici-
ais foram enviados para a área após o tiroteio para fazer
buscas nas proximidades do local, enquanto um helicóptero
circulava pela região. O Ministério da Defesa disse também
que uma escola vizinha também foi esvaziada. Autoridades
procuraram acalmar o público da cidade, onde as tensões
permanecem altas depois de um ataque contra o Museu
Nacional Bardo em 18 de março, que matou 22 pessoas, a
maioria turistas estrangeiros. O tiroteio no quartel ocorreu na
base de Bouchoucha, cerca de um quilômetro do museu. Se-
gundo Oueslati, o soldado havia sido proibido de ter porte de
arma depois de exibir um “comportamento conturbado devi-
do a problemas familiares”.
Imigrantes
Malásia
O governo
malaio disse ontem que
encontrou 139 sepulturas
em um conjunto de acam-
pamentos no meio de uma
selva e suspeita que os cor-
pos sejam de imigrantes
ilegais, que teriam sido en-
terrados por traficantes de
seres humanos, em mais
uma episódio sobre esse
tipo de comércio no sudo-
este asiático. Os corpos, que
podem chegar a 300 na es-
timativa da polícia, serão
examinados. As buscas fo-
ram conduzidas entre os
dias 11 e 23 de maio. Se-
gundo o chefe da polícia
nacional, Khalid Abu
Bakar, a perícia forense
contou 28 campos em uma
área desocupada de uma
selva montanhosa na fron-
teira com a Tailândia.
Vontade
Irã
O chefe de uma
unidade de elite da Guar-
da Revolucionária do Irã
acusou os Estados Unidos
de terem “nenhuma von-
tade” de lutar contra o gru-
po extremista Estado Islâ-
mico após a captura da ci-
dade iraquiana de Rama-
di, segundo divulgou um
jornal iraniano ontem. Os
comentários do general
Qassem Soleimani, chefe
da unidade de elite Quds
da Guarda, veio logo após
o secretário de Defesa dos
Estados Unidos, Ash Car-
ter, acusar as forças iraqui-
anas de falta de “vontade
de lutar”, em uma entre-
vista que foi ao ar no dia
anterior. Carter disse que
“as forças iraquianas sim-
plesmente não mostraram
o desejo de lutar”.
Josianne Ritz | Com a colaboração dos editores do BEMPARANA |
Ivan Santos
O Tribunal de Contas do
Estado do Paraná (TCE-PR)
desaprovou a prestação de
contas da Câmara Municipal
de Curitiba relativas a 2003,
sob a responsabilidade do en-
tão presidente, o ex-vereador
João Cláudio Derosso (sem
partido). A irregularidade
ocorreu no pagamento de re-
muneração aos vereadores
acima dos valores devidos,
segundo o TCE. O tribunal
determinou a devolução do
que foi pago irregularmente
aos 38 vereadores e suplen-
tes que exerceram mandato
naquele ano. O valor a ser
devolvido – que será atuali-
zado com juros e correção
monetária – soma R$
944.464,95.
Derrosso renunciou ao
cargo em março de 2012, de-
pois de ser acusado de gastos
irregulares com publicidade
de R$ 31,9 milhões. Parte dos
recursos teria sido repassado
à empresa Oficina da Notícia,
de propriedade da jornalista
Cláudia Queiroz Guedes, que
venceu licitação para publici-
dade da Câmara em 2006. Na
época da licitação, Cláudia
mantida relacionamento com
o presidente da Câmara e ocu-
pava cargo no Legislativo
TCE reprova contas
de Derosso na Câmara
Ex-presidente e vereadores da época terão que devolver quase R$ 1 milhão
municipal.
Segundo o TCE, a lei que
fixou o subsídio dos vereado-
res e do presidente da Câma-
ra de Curitiba para a legisla-
tura 2001-2004 vinculou os
valores aos salários de depu-
tados estaduais. A prática é
vedada pela Constituição Fe-
deral. Dessa vinculação, con-
siderada no julgamento como
ressalva por ter origem em le-
gislatura anterior, decorreu o
recebimento indevido de par-
cela dos subsídios. “O fato ca-
racteriza extrapolação, mate-
rializada pela infringência
concomitante dos artigos 29 e
37 da Constituição Federal”,
afirmouo relator no voto, apro-
vado por unanimidade.
O auditor Thiago Barbosa,
Derosso: pagamentos indevidos aos vereadores
Franklin de Freitas
relator do processo no TCE,
destacou no voto que “não é
plausível que os membros da
Câmara, cuja função precípua
é legislar (além de fiscalizar o
Executivo), desconhecessem
ou ignorassem as normas
constitucionais que regem tais
questões”. Pela decisão, apro-
vada por unanimidade, amai-
oria dos vereadores recebeuR$
80.565,00 em 2003 – R$
25.615,95 a mais do que o de-
vido. Os valores recebidos a
mais terão de ser devolvidos
aos cofres do município, com
correção monetária e juros,
pelos vereadores que ocupa-
ram cadeira no Legislativo de
Curitiba em 2003. Trinta e cin-
co daqueles parlamentares
deverão ressarcir R$ 25.615,95
cada um. Os outros três foram
responsabilizados pelo ressar-
cimento de R$ 22.335,00, R$
22.521,25 e R$ 3.050,45.
Publicidade – A análise
das contas também motivou
determinação para que a Di-
retoria de Contas Municipais
do TCE realize estudo para
auditoria nas despesas com
publicidade efetivadas pela
Câmara nos exercícios finan-
ceiros de 2002 a 2005. De acor-
do com o levantamento da
diretoria, entre os exercícios de
2002 e 2005 o Legislativo de
Curitiba pagou à Visão Publi-
cidade R$ 23,7 milhões. “Os
pagamentos totais da Câma-
ra de Curitiba à empresa no
período foram superiores aos
efetuados pelo próprio Muni-
cípio e por suas entidades vin-
culadas, algo a princípio des-
proporcional e injustificável”,
apontou o relator.
O pedido de auditoria foi
motivado também pelo pro-
cesso que examina a “ocorrên-
cia de irregularidades gravís-
simas” nos serviços de publi-
cidade contratados pela Câ-
mara durante os exercícios de
2006 a 2011. As despesas com
publicidade não foram objeto
de análise nas prestações de
contas, que já transitaram em
julgado, dos exercícios indica-
dos para auditora.
Parlamentares criticam
fala de Chico do Uberaba
“Paga para trabalhar”
das páginas policiais, mas
parece que querem, pelos
discursos que ouvimos,
reinseri-la nesse contexto”,
protestou Salamuni. “Em
todos os lugares que os ve-
readores foram neste final
de semana, ouviram ironi-
as. ‘Estão ganhando mal,
hein?’, é o que nos diziam”,
disse o vereador do PV.
Cristiano Santos consi-
derou a conduta do parla-
mentar “irresponsável”. “E
vou vestir a carapuça, pois
sou filho de apresentador de
programa de TV”, afirmou,
“pois acho que o vereador
Chico do Uberaba falava de
mim”. “Sinto que sou privile-
giado pela família que tenho:
pai, irmãos, esposa e filhos.
Domeu pai, só tenho queme
orgulhar, se tive votos por ser
filho do Roberto Aciolli”, dis-
se. “Quando eu me candida-
tei a vereador, sabia quanto
iria receber se fosse eleito”,
afirmou Santos.
As declarações do vere-
ador Chico do Uberaba
(PMN) – que na semana
passada causou polêmica
ao dizer que “paga para tra-
balhar”, apesar do salário
de R$ 15 mil – voltaram à
pauta da sessão de ontem
da Câmara Municipal de
Curitiba. Cristiano Santos
(PV) e Paulo Salamuni (PV)
a nota divulgada pelo cole-
ga, que alegou “ter se ex-
pressado mal”, pedindo
desculpas pelo ocorrido.
Na nota, Chico do Ube-
raba alegou que na verda-
de teria feito as declarações
em reação à decisão da
Casa de destinar R$ 200 mil
para o treinamento de fun-
cionários do Legislativo, e
que não era “filho de políti-
co famoso” ou “de apresen-
tador de programa de TV”.
Na mesma ocasião, porém,
ele havia reclamado do fato
dos vereadores não recebe-
rem décimo-terceiro salário,
ao contrário de deputados
estaduais, federais e sena-
dores.
“O vereador tentou jus-
tificar a declaração desas-
trosa que deu nesta Casa,
mas não teve respeito com
os colegas, disparou para
todos os lados”, reagiu Cris-
tiano Santos. “Relacionar
salário de vereador com a
Escola do Legislativo? O que
isso tem a ver? Temos feito
um esforço hercúleo para
tirar a Câmara de Curitiba
“Em todos os
lugares que os
vereadores
foram neste final
de semana,
ouviram ironias.
‘Estão ganhando
mal, hein?”.
do vereador Paulo
Salamuni (PV)
1,2,3 5,6,7,8,9,10,11,12,13,14,...24
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